Uma vista ampla do passeio marítimo e da praia de Margate na maré baixa, com edifícios históricos, escadarias que conduzem à areia e reflexos em poças rasas sob um céu nublado. Fotografia de Connor Redmond, tirada com a Sony RX1R III.

Análise Sony RX1R III: a ultracompacta full-frame da marca

Publicado a 18 de agosto de 2026 por MPB

A Sony atualizou finalmente a sua compacta full-frame de culto. A Sony RX1R III chega com um sensor de 61 megapíxeis, uma objetiva fixa Zeiss de 35mm f/2 e um corpo ainda mais compacto do que antes, posicionando-se como a câmara de uso diário de alta resolução por excelência (se estiveres disposto a pagar por ela).

Na sua análise à câmara Sony RX1R III, o fotógrafo Connor Redmond, da MPB, levou-a até Margate, uma cidade costeira no distrito de Thanet, em Kent, Inglaterra, e testou-a nas ruas e paisagens locais. Connor Redmond tirou fotografias à beira-mar e em espaços interiores com pouca luz para compreender se esta câmara ultracompacta com sensor de imagem de fotograma inteiro está à altura das expectativas. A avaliação abrange a qualidade de imagem, o manuseamento, a ergonomia, o desempenho do foco automático, a polémica ausência de estabilização de imagem no corpo e a relação qualidade/preço.

Atenção, fãs da Sony: esta análise vem com uma boa dose de realismo. Surpreendentemente, a câmara não inclui algumas das funcionalidades esperadas. Embora encantadora, não faz sentido para a maioria das pessoas, sendo mais adequada a utilizadores particulares.

Vista frontal em ângulo da Sony RX1R III montada num braço metálico, mostrando a objetiva Zeiss Sonnar T* 35 mm F2, o punho texturado e o corpo compacto full-frame contra um fundo de estúdio.

Sony RX1R III em segunda mão

A Sony lançou a RX1R III em 2025, o que, para os fãs da linha RX1, representou uma espera bastante longa. A RX1R II foi lançada em 2015, pelo que, em 2025, já tinha passado mais de uma década sem que tivesse havido qualquer atualização deste modelo. Trata-se de um intervalo invulgarmente longo, no que diz respeito ao lançamento de novas câmaras, o que naturalmente criou expetativas em relação à RX1R III.

O cais de Brighton ao anoitecer, fotografado a partir da praia, com um céu sereno em tons pastel, as luzes do cais acesas e o mar suavemente desfocado devido a uma exposição prolongada. Fotografia de Connor Redmond com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/22 | 1.6 s | ISO 50

Especificações da Sony RX1R III

Sensor

Full-frame

Retroiluminado (BSI)

Sim

Megapíxeis

61

Processador

Bionz XR

Objetiva

35mm f/2

Foco automático

Fase/contraste, deteção de sujeito

Pontos de focagem automática

693

Obturador mecânico

1/4000

Obturador eletrónico

1/8000

Visor

Eletrónico

Ecrã

3 polegadas, fixo

Vídeo máximo

4K 30p

Bitrate

10-bit 4:2:2

Cartão de memória

SD

Bateria

NP-FW50

Autonomia

Aprox. 270 a 300 disparos

Peso

Aprox. 500g

Lançamento

2025

Vantagens

  • Qualidade de imagem full-frame num corpo compacto

  • A câmara full-frame mais pequena do mercado

  • Excelente flexibilidade RAW e recorte na própria câmara

  • Foco automático com IA de referência na categoria

  • Carregamento USB-C PD e conectividade atualizada

Limitações

  • Algo cara para uma compacta de objetiva fixa

  • Sem estabilização de imagem no corpo (IBIS)

  • Sem ecrã articulado

  • A autonomia da bateria não é excelente

  • Apenas uma ranhura para cartão SD e ficheiros de grande dimensão

  • Funcionalidades de vídeo limitadas face a outras câmaras Sony

Uma pequena árvore coberta de bagas vermelhas brilhantes, situada em frente a um edifício residencial de tijolo e cor creme, fotografada sob a suave luz do dia, com relva verde em primeiro plano. Fotografia de Connor Redmond, tirada com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/8.0 | 1/125 s | ISO 500 

Manuseamento e design

A RX1R III é notavelmente compacta. Mantém-se plana, minimalista e despojada, ecoando uma filosofia de design claramente "à Leica". O visor e a objetiva sobressaem do corpo. De resto, é um corpo retangular e resistente em liga de magnésio.

Vista traseira da Sony RX1R III montada num braço metálico, mostrando o ecrã LCD fixo, os botões de controlo e o visor eletrónico integrado, contra um fundo liso de estúdio.

Sony RX1R III em segunda mão

Ao pegar na RX1R III, a primeira coisa que se nota é a agilidade que transmite, ao mesmo tempo que tem peso suficiente para não parecer um brinquedo. Tem a sensação "premium" característica da Sony, com a qualidade de construção que conhecemos e apreciamos, embora, lamentavelmente, não tenha qualquer proteção contra más condições atmosféricas. Ainda assim, não atinge o nível de luxo da série Leica Q. Diria que fica ligeiramente abaixo em termos de solidez geral.

Mas no geral, a qualidade da sua construção é muito superior à das versões anteriores, a Sony RX1R e a Sony RX1R Mark II

Vista de cima da Sony RX1R III montada num braço metálico, mostrando a objetiva fixa de 35 mm, o anel de abertura, os dials de exposição e o layout de controlo minimalista na placa superior.

Sony RX1R III em segunda mão

Quais são os aspetos negativos? Para mim, a primeira coisa que notei foi a ausência de um ecrã articulado. Sei que este mecanismo teria adicionado volume extra, mas o objetivo de uma câmara pequena e compacta é poder operá-la com uma só mão em ângulos invulgares e interessantes, o que não seria possível com uma câmara maior. Ou também poder tirar fotografias a partir de ângulos baixos ou usá-la à altura da anca para fotografia de rua. O modelo anterior, a RX1R II, tinha um ecrã articulado, pelo que é decepcionante não o ver aqui.

Se procuras algo para fotografia de rua, temos algumas recomendações das melhores câmaras para ti.

Outro aspeto menos positivo é a experiência pouco inspiradora do ecrã. De forma alguma oferece uma experiência premium, mais parecendo uma opção de gama média. Para além disso, não gosto da forma como o visor sobressai. Prefiro muito mais o visor retrátil da RX1R II. O que estava errado com aquele design? Não consigo deixar de sentir que isto é uma simples consequência sobre a "obsessão" de fabricar uma câmara de "tamanho reduzido".

Vista superior da Sony RX1R III, mostrando a objetiva fixa Zeiss de 35 mm, os anéis de abertura e de focagem, o botão do obturador e os seletores de exposição, contra um fundo de estúdio.

Sony RX1R III em segunda mão

A Sony demorou 10 anos a produzir uma nova câmara desta série. Mas teremos diante de nós 10 anos de inovação tecnológica? Não propriamente. Se há uma inovação digna de nota, é a capacidade de terem conseguido tornar a câmara mais fina. No entanto, este aprimoramento teve claramente um custo em termos de outras funcionalidades.

Câmara compacta Sony RX1R III fotografada de cima, colocada numa embalagem protetora branca, com a objetiva fixa de 35 mm e os botões de controlo superiores visíveis.

Sony RX1R III em segunda mão

Houve alturas em que senti que a câmara me estava a escapar das mãos, pelo que tive de recorrer a uma pega em forma de garra, como se fosse um caranguejo a tentar operar uma câmara. Testei-a exaustivamente na praia de Margate, por isso, talvez faça sentido. Talvez tenha, por momentos, assumido a minha verdadeira identidade de caranguejo. Mas, a falar a sério, a utilização com uma só mão não me pareceu particularmente estável. A objetiva é bastante pesada em relação ao corpo da máquina, o que não contribui para uma experiência totalmente equilibrada e agradável.

O tamanho reduzido não me impressiona particularmente e, por vezes, até dificulta a utilização.

Vista traseira da Sony RX1R III num braço metálico, mostrando o ecrã LCD traseiro fixo, o botão de controlo, os botões personalizáveis e o visor eletrónico integrado, contra um fundo liso de estúdio.

Sony RX1R III em segunda mão

Autonomia da bateria e conectividade

A bateria dura cerca de um dia de utilização e permite tirar aproximadamente 450 fotografias em formato RAW não comprimido, o que é melhor do que esperava da NP-FW50. Inclui carregamento USB-C, Wi-Fi e Bluetooth, mas para quem fotografa muito vai querer uma bateria de reserva.

O compartimento partilhado para a bateria e o cartão SD, situado na parte inferior do punho, pode revelar se frustrante, sobretudo quando a máquina fotográfica está montada num tripé. Aqui, o carregamento USB-C é também uma vantagem. Fico contente por ver que todos os novos modelos de câmaras adotaram finalmente esta opção.

Temos também Wi-Fi e Bluetooth, que são compatíveis com a app Imaging Edge Mobile ou a Creators' App da Sony para disparo remoto e transferência de imagens. Outras funcionalidades incluem micro HDMI e uma sapata multi-interface para outros acessórios.

Uma loja de esquina fechada, fotografada à noite, com montras iluminadas, um letreiro vintage com a inscrição «Cornice Direct» e casas de tijolo nas traseiras, iluminadas pelos candeeiros de rua numa rua residencial tranquila. Fotografia de Connor Redmond, tirada com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/2.0 | 1/80 s | ISO 12,800 

Desempenho no terreno

A utilização diária da Sony RX1R III revelou-se simples e sem sobressaltos. Liga rapidamente, tem os habituais menus da Sony e tanto os ficheiros como a reprodução respondem com celeridade, apesar do tamanho. Se já usaste uma câmara Sony recente, sentir-te-ás aqui em terreno conhecido, sem complicações nem necessidade de aprendizagem adicional.

Podes deixar a câmara tratar de quase tudo por ti, garanto que faz esse trabalho muito bem. Também é possível assumires o controlo ao nível dos pormenores, embora este não seja um corpo pensado para ação ou fotografia de alta velocidade. Ainda assim, o foco automático é rápido e inclui a tecnologia mais recente da Sony, com um sistema de reconhecimento facial que raramente falha. Para quem se dedica à fotografia de rua, em cenários agitados e com muita gente no enquadramento, esta câmara pode ser a ferramenta ideal. É suficientemente discreta e pequena para passares despercebido enquanto trabalhas.

Uma vista ampla do passeio marítimo e da praia de Margate na maré baixa, com edifícios históricos, escadarias que conduzem à areia e reflexos em poças rasas sob um céu nublado. Fotografia de Connor Redmond, tirada com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/5.6 | 1/125 s | ISO 125 

No fim de contas, a experiência de utilização deixou-me indiferente. Tem tudo o que se pode esperar de um corpo tão compacto, mas falta-lhe "alma", pelo que não me conquistou. Contudo, apesar das suas lacunas, é impossível não me render ao formato. Acompanhada de um flash compacto, esta câmara poderia ser o sonho de qualquer fotógrafo de rua ou viajante.

Um interior acolhedor de um pub, com painéis de madeira, pequenas mesas redondas, bancos junto a janelas em arco e uma iluminação ambiente acolhedora, fotografado sob uma suave luz natural. Fotografia de Connor Redmond com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/4.0 | 1/125 s | ISO 3200 

Estabilização de imagem no corpo (IBIS), ou a falta dela

A Sony RX1R III não tem estabilização de imagem no corpo (IBIS) nem estabilização ótica. E este é um aspeto importante: em 2026, a IBIS deixou de ser uma funcionalidade adicional dos modelos topo de gama para se tornar quase uma obrigação, mesmo nos modelos para entusiastas e na maioria das câmaras compactas premium.

Trata-se de um tema que ninguém consegue ignorar, e com razão. Como é possível que uma câmara deste nível não inclua qualquer tipo de estabilização? Já se escreveu muito sobre o assunto, mas a decisão da Sony continua a ser difícil de compreender.

Para teres uma ideia, até a Ricoh GR APS-C, que é bastante mais pequena do que a RX1R III, tem IBIS. E arrisco-me a dizer que muita gente trocaria de bom grado alguns milímetros a mais por uma funcionalidade da qual já não se consegue prescindir.

Um pequeno veleiro ancorado na praia de Margate, sobre a areia molhada na maré baixa, fotografado num dia nublado, com o mar calmo e edifícios costeiros ao longe, ao fundo. Fotografia de Connor Redmond, tirada com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/9.0 | 1/125 s | ISO 500 

Qualidade de imagem

O destaque vai para o sensor retroiluminado full-frame de 60,2 megapíxeis. No dia a dia, cumpre exatamente o esperado: oferece um alcance dinâmico generoso e ficheiros limpos com os ISOs mais baixos. Trata-se, afinal, do mesmo sensor que equipa modelos Sony de gama superior, como a Sony A7R V e a Sony A7CR.

Barcos de pesca atracados na maré baixa junto a um paredão de pedra do cais. Fotografia de Connor Redmond, tirada com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/9.0 | 1/125 s | ISO 1000

Com 61 megapíxeis de resolução, tens margem para recortar à vontade sem perder o detalhe. Como não há filtro passa-baixo, aproveita-se toda a nitidez que a objetiva Zeiss tem para oferecer.

Será que 61 megapíxeis é um pouco demais para uma câmara destas? Talvez, mas é inegável que o nível de detalhe é impressionante.

Em conjunto com o processador Bionz XR, tudo corre de forma rápida e eficiente. A cor e a renderização aproximam-se bastante das que vi na Sony A7C II. Aproveita para ler a nossa análise da Sony A7C II.

A fachada de uma loja de esquina com um letreiro vintage que diz "OCT Interiors" num edifício de tijolo, fotografada numa rua tranquila com janelas salientes e uma luz suave e difusa de dia nublado. Fotografia de Connor Redmond com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/8.0 | 1/125 s | ISO 400 

Modos Step Crop e Macro

Com tantos megapixéis à disposição, podes recortar com mão pesada e ainda assim obter imagens com muito detalhe. Os modos Step Crop da RX1R III tiram partido disso, oferecendo equivalentes de 35 mm (60 megapixéis), 50 mm (29 megapixéis) e 70 mm (15 megapixéis) diretamente na câmara.

No entanto, convém salientar que não é o mesmo que fotografar efetivamente com essas distâncias focais. A compressão e o bokeh continuam a ser os da objetiva fixa de 35 mm. Na prática, é o mesmo que recortar no Lightroom ou no Photoshop, só que feito na própria câmara. É útil em algumas situações, mas, como quase todas as funções de recorte, não me convence por completo.

Para não restarem dúvidas, os ficheiros RAW obtidos com o "Step Crop" guardam sempre a imagem em full-frame e limitam-se a registar o recorte nos metadados. Na reprodução, a câmara mostra a versão recortada; no entanto, no Lightroom, é possível regressar ao enquadramento completo, se assim o desejares.

Imagens de exemplo

Um barco de pesca com o casco laranja e cinzento encostado, na maré baixa, ao muro de pedra do cais, com escadas e cordas desgastadas pelo tempo e, por cima, um letreiro com a inscrição "Lighthouse Bar". Fotografia de Connor Redmond, tirada com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/9.0 | 1/125 s | ISO 1000 

O exterior de um pub tradicional chamado "Sheldons", com a bandeira da Inglaterra por cima da entrada, fotografado sob uma luz suave de dia nublado. Fotografia de Connor Redmond com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/5.6 | 1/125 s | ISO 125 

Um edifício à beira-mar de um azul vivo que anuncia "The Flamingo Adventure Golf", com letreiros coloridos e um toldo decorativo, fotografado ao lado de uma torre do relógio histórica num dia nublado. Fotografia de Connor Redmond com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/4.0 | 1/125 s | ISO 100 

Um quiosque de marisco fechado com a inscrição "Mannings Seafood", fotografado num passeio do porto, com barcos, muros de pedra e um céu nublado ao fundo. Fotografia de Connor Redmond, tirada com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/8.0 | 1/125 s | ISO 320 

Uma vista do famoso Margate Lido a partir da estrada, a preto e branco.  Fotografia de Connor Redmond, tirada com a Sony RX1R III.

Connor Redmond | Sony RX1R III | 35mm | f/8.0 | 1/125 s | ISO 320

Alternativas

Se a RX1R III não for a máquina fotográfica ideal para si, existem alternativas. As versões mais antigas da RX1R, ainda que já não representem o estado da arte da tecnologia, continuam a ser excelentes máquinas fotográficas compactas de gama alta por um preço muito mais baixo, sobretudo no mercado de segunda mão. As rivais mais óbvias são a Leica Q3 e a Fujifilm X100VI.

Ao colocarmos a RX1R III lado a lado com a Leica Q3 e a Fujifilm X100VI, as diferenças são evidentes. Todas se dirigem ao mesmo público: quem procura boa qualidade de imagem num corpo pequeno. No entanto, cada uma chega lá à sua maneira.

Então, qual delas faz mais sentido para ti?

Top-down comparison of three Sony RX1R series cameras arranged vertically on a white background, showing differences in body size and control layout with long shadows cast to the right.

De cima para baixo: Sony RX1R, Sony RX1R II, Sony RX1R III

Sony RX1R III

|

Sony RX1R II

|

Sony RX1R

Lançamento

2025

2015

2013

Sensor

Full-frame

Full-frame

Full-frame

Megapíxeis

61

42

24

BSI

Sim

Não

Não

Objetiva

35mm f/2

35mm f/2

35mm f/2

Ecrã traseiro

Fixo

Articulado

Fixo

Visor eletrónico

Integrado

Integrado

Externo opcional

ISO

100 a 32.000

50 a 25.600

100 a 25.600

Rajada

5 fps

5 fps

5 fps

Vídeo máximo

4K

1080p

1080p

Autonomia (disparos)

Aprox. 300

Aprox. 220

Aprox. 270

Dimensões, mm

113x68x88

113x65x72

113x65x70

Peso, g

498

507

482

Processador

Bionz XR

Bionz X

Bionz

As principais diferenças entre a RX1R II e a RX1R III estão no sensor, no processamento renovado, em alguns "Creative Looks" novos, em alguns ajustes de usabilidade e num corpo ligeiramente mais pequeno.

O sensor de 61 megapíxeis proporciona uma maior margem de detalhe e parece estar mais bem preparado para durar. As melhorias no punho e no processamento também são notórias quando a máquina está ao ombro. O foco automático evoluiu, embora não de forma radical.

Ainda assim, a RX1R II mantém-se muito bem. Os seus 42 megapixéis já eram um número elevado e à frente do seu tempo em 2015. Quem valoriza um ecrã articulado vai gostar deste, pois é um dos melhores. Se não precisares de uma resolução extra e o design não te incomodar, a RX1R II torna-se uma opção tentadora, sobretudo quando o seu preço é bastante inferior ao da RX1R III (e mais ainda se a adquirires em segunda mão).

De cima para baixo: Fujifilm X100VI, Leica Q3, Sony RX1R III

De cima para baixo: Fujifilm X100VI, Leica Q3, Sony RX1R III

Sony RX1R III

|

Leica Q3

|

Fujifilm X100VI

Lançamento

2025

2023

2024

Sensor

Full-frame

Full-frame

APS-C

Megapíxeis

61

60

40

BSI

Sim

Sim

Não

Objetiva

35mm f/2

28mm f/1.7 

23mm f/2 

Estabilização

Não

Ótica

IBIS 

Ecrã traseiro

Fixo

Articulado

Articulado

Visor eletrónico

Integrado

Integrado

Integrado

ISO

100 a 32.000

50 a 100.000

125 a 12.800

Rajada

5 fps

15 fps

11 fps

Vídeo máximo

4K

8K

4K

Autonomia (disparos)

300 

350 

450 

Dimensões, mm

113x68x88

113x65x72

113x65x70

Peso, g

498

743

521

Processador

Bionz XR

Maestro IV

X-Processor 5

Vedação contra intempéries

Não

Sim 

Sim

Leica Q3 em segunda mão sobre um fundo azul-turquesa e roxo

Leica Q3 em segunda mão

Leica Q3

Tanto a RX1R III como a Leica Q3 jogam ambas ao mais alto nível, e qualquer uma te dá imagens de que te poderás orgulhar. Ambas rondam os 60 megapíxeis. No entanto, as semelhanças terminam aqui, pois têm personalidades e prioridades bastante diferentes. A RX1R III, à semelhança de toda a gama da Sony, parece-me mais tecnológica, "moderna" e versátil, embora muitas vezes entregue ficheiros que não entusiasmam na hora de os trabalhar.

A Leica segue uma direção diferente. Há menos menos foco na tecnologia de ponta e mais atenção à fotografia em si. E, para mim, o ponto que faz toda a diferença entre estas duas máquinas fotográficas está nas objetivas. A Leica Q3 incorpora um pouco daquela lendária magia Summilux, ao passo que a RX1R III mantém a Zeiss, que é boa, mas não vai além disso.

 Um cavalo no meio de um campo a pastar erva

Ian Howorth | Leica Q3 | 28mm | f/1.7 | 1/2000 | ISO 100

Compensa a diferença de preço só pela objetiva? Diria que sim, desde que estejas disposto a investir nesta gama de preços. No entanto, há ainda a Leica Q2, que é bastante mais económica do que qualquer uma delas e continua a montar a Summilux 28mm f/1.7 ASPH, que é excelente.

Agora, se preferes mesmo os 35 mm, opta pela Sony RX1R III. Não há função nem recurso engenhoso que o salve se, no fundo, não se identificar com o campo de visão através do qual olha o mundo.

https://youtu.be/O3cFAxtSLd4?rel=0

Lê a nossa análise à Leica Q3.

 Fujifilm X100VI em segunda mão, com fundo vermelho, azul e amarelo.

Fujifilm X100VI em segunda mão

Fujifilm X100VI

No papel, a Sony RX1R III deveria superar a Fujifilm X100VI em tudo, mas a realidade é outra. Aposto que a maioria escolheria a X100VI, e nem é preciso trazer o preço para a conversa. A Sony consegue a proeza de juntar um sensor full-frame maior a um corpo mais pequeno do que o da Fujifilm. E, ainda assim, é a X100VI que conquista, com um charme difícil de resistir, e aqueles milímetros a mais que até jogam a seu favor. Somam-se a um visor mais agradável de usar e à presença de IBIS.

Um letreiro publicitário à noite, fotografado com uma exposição prolongada, criando uma imagem abstrata. Fujifilm X100VI, por Connor Redmond.

Connor Redmond | Fujifilm X100VI | 23mm | f/5.6 | 1.5 s | ISO 125

Se precisares de muita resolução a partir de um sensor full-frame num formato reduzido e centrado em fotografia, a RX1R III oferece-te algo que a X100VI não consegue igualar. No entanto, este desempenho tem um custo elevado que, na minha opinião, não compensa.

Se valorizares uma experiência de utilização mais divertida, um design mais cuidado e cores com um toque analógico num corpo compacto, a X100VI é a escolha mais acertada. Não sentirás a falta desses 20 megapíxeis extra.

https://youtu.be/ex1F7SgqLsY?rel=0
Sony RX1R III

Sony RX1R III em segunda mão

Vale a pena comprar a Sony RX1R III?

A Sony RX1R III é uma câmara fantástica e uma das mais compactas que vai encontrar, mas tem algumas falhas significativas: não tem estabilização de imagem no corpo da câmara, não tem proteção contra condições atmosféricas adversas, nem ecrã articulado. Pelo que não se trata, de todo, de uma recomendação fácil de fazer.

Comprá-la-ia por este dinheiro? Sinceramente, não. Se já estás no universo da Sony, optaria antes pela A7CR: aceitas um pouco mais de volume e ganhas estabilização de imagem no corpo da máquina e a liberdade de mudar de objetiva. Se a escolha fosse minha, optaria por uma Leica da série Q, seja a Q3 ou a Q2, devido à qualidade das objetivas.

A RX1R III é perfeita para quem valoriza a simplicidade, a portabilidade e a qualidade de imagem mais do que tudo o resto e não se importa de pagar um preço elevado por essa experiência. No entanto, se o teu orçamento chegar a este valor, existem opções que oferecem mais pelo mesmo dinheiro.


Perguntas frequentes

Quanto custa a Sony RX1R III?

Na Europa, a câmara foi lançada por 4.900€. Trata-se de um valor claramente premium, ligeiramente superior ao da RX1R II. No Reino Unido, custou 4.200 libras, mais ou menos o preço de uma Leica Q3 em segunda mão. Nos EUA, as tarifas de importação elevam o preço, fixando-o em 5.100 dólares.

Quando foi lançada a Sony RX1R III?

A Sony RX1R III foi lançada em julho de 2025.

A RX1R III tem estabilização de imagem no corpo?

Não, a Sony RX1R III não tem estabilização de imagem no corpo (IBIS). Para vídeo, conta apenas com estabilização eletrónica.

Compensa mudar da RX1R II para a RX1R III?

Depende do que procuras. Pelo sensor, foco automático e manuseamento, a compra faz sentido. No entanto, a objetiva é exatamente a mesma e, para quem trabalha sobretudo com vídeo, as melhorias podem não ser suficientes para justificar a mudança.

A RX1R III tem um ecrã articulado?

Não, o ecrã traseiro é fixo. Alguns sentem essa limitação ao enquadrar em ângulos baixos, enquanto outros preferem a simplicidade de um ecrã fixo.


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